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14-11-2009

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 Irmãs Carmelita e Tania, na Esplanada do Templo, onde estão as mesquitas

 

Na primeira parte desta lição, aprendemos que Missões é a Obra de Deus dada à Igreja que, seguindo o exemplo de Cristo, proclama por palavras e ações o Reino de Deus, chamando todos ao arrependimento e a ter fé em Cristo, enviando-os a serem discípulos d’Ele. A Bíblia nos ensina que é da Igreja a responsabilidade missionária primária de executar a Obra Missionária. Essa responsabilidade é coletiva e individual. A coletiva é a Igreja como reunião ou assembléia dos salvos e a individual é a de cada crente como um membro integrante da Igreja. Este curso tem uma lição somente para estudarmos mais detalhadamente sobre a responsabilidade da Igreja e do crente na Obra Missionária (Lição 4 – A IGREJA LOCAL E MISSÕES). Nesta parte, vamos estudar alguns aspectos do assunto apenas para podermos ter a visão geral e inicial de Missões que é o propósito desta lição introdutória.

Em Atos dos Apóstolos encontramos as primeiras igrejas cumprindo a responsabilidade de executar a Obra Missionária. Uma amostra disso está no capítulo 13.1-3. Se você já os encontrou em sua Bíblia, então responda as seguintes perguntas:

O texto que você leu nos conta que a igreja em Antioquia separou e enviou Saulo e Barnabé para fazer a Obra Missionária. A Igreja é a verdadeira agência missionária, responsável pelo envio e coordenação de qualquer projeto missionário. O ir não deve ser independente do enviar. Hoje, muitos querem fazer a obra missionária à revelia da Igreja, mas só ela tem a autoridade divina para enviar. A Igreja não pode deixar de exercer essa autoridade. Você já deve ter compreendido que o enviar não é simplesmente dar uma ordem para que alguém vá a algum lugar; é muito mais. O enviar é uma tarefa, um trabalho, um empreendimento. Esse aspecto pode ser inferido pelas quatro ações praticadas no versículo

Além de Saulo e Barnabé exercerem um ministério (v. 1), terem a chamada divina (v.2), a igreja antes de enviá-los: jejuou, orou, impôs-lhes as mãos e os despediu.

O dever de fazer missões é da igreja local, ou igreja mãe, que dá os seus filhos para esta causa nobre. Se quisermos ver o mundo alcançado pelo evangelho então temos que investir nos obreiros que estão no seio da Igreja e enviá-los aos perdidos. Nós queremos dizer com isto que quem envia os missionários é a igreja e não a agência missionária. Quem avalia o trabalho e a vida do obreiro é a igreja local. A igreja não é uma agência de turismo pronta a satisfazer os propósitos das pessoas. Ela deve ter posições claras sobre as nações não alcançadas, definição dos povos transculturais e acima de tudo priorizar as metas desta obra.

Na parábola do Semeador (parábola missionária), Jesus traça de forma clara o seu ensino sobre mordomia e missões. Como o agricultor espera que a terra lhe produza frutos bons, Deus também espera frutos bons de nossas vidas. As orações levam as igrejas a amarem missões e receberem a inspiração de Deus para terem compaixão do mundo e o resultado será missionários mais fervorosos, com a visão de Deus e cheios de amor pelas almas.

Para que haja continuidade na obra missionária, é necessário que os frutos não se percam. Devemos investir na evangelização do mundo, mas também na consolidação da obra, e essa é a tarefa da igreja que envia os seus missionários.

 Essa é a realidade da parábola que ilustra a obra missionária. Nem tudo que for feito prosperará, mas o Senhor recolherá em seu celeiro aqueles frutos colhidos em boa terra.

Para as igrejas das Assembléias de Deus em todo o Brasil foram elaboradas diretrizes com o objetivo de fazer com que o trabalho missionário seja realizado conforme o padrão bíblico. As diretrizes dizem que às igrejas:

01. Compete selecionar, enviar, sustentar e acompanhar as atividades e ações dos missionários; e que elas:

02. Devem ter ardor missionário, expresso em verdadeiro amor pelas almas perdidas;

03. Devem promover a oração sistemática e intercessória em favor da obra missionária;

04. Devem dar apoio financeiro à obra missionária, isentas de motivação periódica e emoções momentâneas: a captação de recursos financeiros para Missões deve ser sistemática e sacrificial;

05. Devem zelar, com máxima simpatia, pelo missionário e sua família, supervisionando seu trabalho local de modo que, na medida do possível, nada lhe falte de bem pessoal, familiar e conceitual perante a igreja, obreiros, autoridades e sociedade do país a que serve como missionário;

06. Devem evitar insinuações de princípios de ética prática da vida brasileiro-eclesiástica ao missionário, com fins de serem inculcados aos conversos no campo missionário transcultural;

07. Podem associar-se com outras igrejas da Assembléia de Deus para o sustento de um ou mais missionários, desde que determinem responsabilidade de cada uma;

08. Devem registrar seus missionários na SENAMI antes de eles partirem para o campo;

09. Devem comunicar à SENAMI: retorno de missionários, novo local de atividades, mudança de endereço do missionário, etc.;

10. Devem solucionar a situação de seus missionários no caso de retomo do campo;

11. Devem evitar problemas que prejudiquem a continuidade do trabalho na Obra Missionária, com a saída de missionários do campo;

12. Devem organizar secretarias de missões para servirem como órgão de apoio de toda a igreja no desempenho das atividades missionárias (5).

Então, há a responsabilidade missionária da Igreja como reunião ou assembléia dos salvos, a responsabilidade coletiva.

Cabe também a cada crente fazer missões. Estudamos na parte COMO FAZER MISSÕES que o crente deve praticar três ações: orar, contribuir e ir porque ele não pode ser um espectador do que acontece no Reino de Deus. Ninguém é salvo por Cristo para ser espectador da sua Obra. É interessante saber que palavra “crente” vem de um vocábulo original do Novo Testamento traduzido como crer, que significa na verdade: “dar-se sem reservas, uma entrega total”. Quem realmente é crente, não o que se diz crente, é um trabalhador da seara de Deus.

Alguns podem ser chamados para realizar tarefas específicas. Na Bíblia ternos diversos exemplos disso, dos quais mencionaremos alguns.

 Abraão foi chamado para ser iniciador de uma grande nação. Jonas deveria ir a Nínive anunciar o juízo de Deus, e Paulo deveria ser enviado aos gentios, ir para além de Israel. Ao longo da História da Igreja, Deus tem chamado homens e mulheres para realizarem tarefas específicas. Lutero foi levantado para reformar a Igreja; Livingstone foi levantado para missões na Africa; John Paton foi levantado para levar o Evangelho às longínquas ilhas do Pacifico; Lilian Tracher foi levantada para cuidar de centenas de crianças no Egito, ao ponto de ser chamada a “Mãe do Nilo”; Gunnar Vingren e Daniel Berg foram enviados por Deus ao Brasil para pregar o batismo com o Espírito Santo. A todo instante, milhares de crentes estão sendo chamados por Deus para as mais diversas tarefas.

A realização do trabalho missionário pode, também, ser auxiliada por instituições que atuem em nível local como secretarias de missões locais e em nível nacional, nas áreas de conscientização, mobilização, treinamento, acessoramento e informações. Atuando nessas áreas e no âmbito nacional, as Assembléias de Deus têm a Secretaria Nacional de Missões – SENAMI.

A SENAMI, fundada em 1975, é um departamento da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil, para promover e incentivar a Obra Missionária nas igrejas e assessorá-las em suas atividades missionárias. A Secretaria presta informações missiológicas e, através da EMAD, oferece cursos de missões aos crentes em geral e preparo missiológico para os candidatos ao campo missionário.

 Cremos que você tenha aprendido suficientemente, em termos teóricos, o que é Missões, onde fazer Missões, como fazer Missões e quem deve fazer Missões. Na próxima lição, você verá que nos dias atuais a prática de Missões contém desafios tremendos para serem aceitos por todos os crentes. Esses desafios constituirão os

 DESAFIOS DA EVANGELIZAÇÃO MUNDIAL.

Esta lição terminou. Agora responda o Questionário de Revisão para lhe ajudar a fazer o teste. Quando sentir-se preparado, faça o TESTE n° 1, responda e devolva-o imediatamente para a EMAD.

BIBLIOGRAFIA

 (1) Uma Nova Visão Missionária -CEBIMI.

(2) QUEIROZ, Edison, A Igreja Local e Missões, Edições Vida Nova e COMIBAM, São Paulo, 1987, 19 e 20.

(3) Animismo é uma crença com características primitivas, praticadas por diversos povos africanos, asiáticos e ameríndios, que leva seus seguidores a atribuírem uma alma particular a cada componente da criação (montanha, árvore, sol, pedra, animal e etc.)

(4) BRYANT, David, “Obedeça à Visão Através da Oração”, Missões Transculturais -Uma Perspectiva Estratégica, Ralph D. Winter e Steven C. Hawthorne, Mundo Cristão, São Paulo, 1987, 1010.

     


 
 
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By Lemuel Gonçalves